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A Câmara de Comércio de Lima está preocupada com a mensagem que o capital estrangeiro recebe sobre a gestão da megaobra no Peru. Saiba os detalhes.
O porto de Chancay movimenta carga e também um debate sobre os limites da intervenção do Estado; em especial do Organismo Supervisor do Investimento em Infraestrutura de Transporte de Uso Público (Ositrán).
A preocupação fundamental da Câmara de Comércio de Lima (CCL) é o impacto que esta eventual "competição" poderia ter sobre o dinheiro previsto para uma segunda etapa de investimento. Qual é o argumento?
Em detalhe, Raúl Barrios, presidente da associação, e Carlos Posada, diretor institucional, enfatizaram que o porto de Chancay é um investimento privado e não uma concessão do Estado. Ou seja, ao contrário de outros portos que operam sob contratos de concessão que exigem a vigilância da Ositrán, a megaobra foi construída com capital próprio.
A este respeito, assinalaram que interferir enfraqueceria a segurança jurídica do Peru a nível internacional.
"Não sei o que [a Ositrán] vai supervisionar porque, como é um porto privado, eles podem investir no que desejarem; e se quiserem, investem mais. Os preços são livres para o porto de Chancay", indicou Barrios.
"O porto de Chancay tem as máquinas de raios X para ver o que chega e o que sai. Ou seja, para que não haja drogas ou armas, o que o porto de Callao não tem. Está mais controlado", acrescentou.
Posada, por sua vez, esclareceu que a Câmara não se opõe à presença do Estado, mas sim a que este dite como gerir o negócio. Além disso, lembrou que o Estado está presente através de instituições como Alfândegas, Sunat e Senasa, por exemplo, mas pela natureza da sua atividade.
Os porta-vozes da CCL também colocaram sobre a mesa o facto de que esta tentativa de intervenção é percebida como um "mau tratamento ao investidor", o que poderia colocar em risco a segunda etapa de investimento (CIFRA).
"Há preocupação porque faz com que os chineses não queiram continuar com o investimento da segunda parte. Investiram US$ 1,500 milhões e falta a segunda parte, que são mais US$ 1,500 milhões. Há um mau tratamento ao investidor", assinalou Barrios.
A associação também informou que, em uma reunião recente, solicitou à Embaixada Chinesa uma redução nas tarifas de manuseio de contêineres. Atualmente, especificou, registram-se em US$ 800, um valor superior aos US$ 400 do Chile ou Equador.

