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Mais de 200 pessoas foram resgatadas após o incêndio de um ferry que cobria a rota entre a ilha turística de Bali e Lombok, conforme informado pelas autoridades indonésias, que mantêm os trabalhos de busca para descartar mais desaparecidos.
Entre as 212 pessoas transportadas para o porto, foi confirmada uma morte de nacionalidade indonésia. A maioria dos sobreviventes é local, com exceção de um cidadão australiano, detalhou Muhamad Hariyadi, chefe da Agência Nacional de Busca e Resgate em Lombok.
O incidente ocorreu menos de um mês depois que outro ferry, o KM Mutiara Sentosa 2, pegou fogo em frente à ilha de Madura e deixou cinco mortos. Essa embarcação também transportava mais pessoas do que as registradas em sua lista de passageiros.
No caso recente, o KM Putri Yasmin havia zarpado do Porto de Padangbai, em Bali, com destino ao recinto portuário de Lembar, conforme indicado por Muhamad Hariyadi. Ainda não foi determinado como o fogo começou nem se a superlotação foi um fator determinante.
"Nós mobilizamos várias embarcações para realizar a evacuação e nos mantemos coordenados com outros navios na área do incidente", declarou Hariyadi, que acrescentou que mais de 200 efetivos participam da operação.
"O incidente ocorreu no estreito de Lombok às 4h39 da manhã de quarta-feira, 12 de agosto (20h39 GMT de terça-feira, 11)", conforme declarado por Hariyadi à Reuters.
Horas antes, um funcionário do Porto de Padangbai em Bali, Heri Wiyanto, informou à emissora local Kompas TV que na lista de passageiros do ferry estavam registradas apenas 114 pessoas e 17 tripulantes.
A Indonésia, um arquipélago de 17.000 ilhas, depende em grande parte dos ferries como meio de transporte chave, já que as rotas marítimas são mais acessíveis e baratas do que o transporte aéreo.
No entanto, as normas de segurança nem sempre são aplicadas de forma rigorosa, o que resulta em uma taxa de acidentes relativamente alta.

