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Autoridades do Governo do Chile anunciaram a finalização de um trabalho para retirar precursores químicos que estiveram durante cinco anos no Porto de Arica.
Segundo a Delegação Presidencial Regional de Arica e Parinacota, a tarefa foi desenvolvida durante quatro meses e permitiu eliminar um risco potencial para as pessoas, o meio ambiente e a operação portuária.
Em relação à tarefa executada com os precursores, o delegado presidencial regional, Cristián Sayes Maldonado, destacou que "já conseguimos transportar, desde quarta-feira -24 de junho-, e hoje chegou ao destino para a destruição total destas 576 toneladas de acetato de etila que se encontravam em nosso porto".
Cabe recordar que, em outubro de 2025, a Delegação Presidencial Regional de Arica e Parinacota informou o início de uma operação de retirada, transporte e disposição final dos precursores químicos apreendidos no porto, em um procedimento que foi qualificado como inédito por sua magnitude e complexidade na história do Chile.
A fase contemplou a retirada de 41 contêineres com mais de 690 toneladas de substâncias químicas utilizadas como precursores para a fabricação de drogas. Entre elas, destacaram-se 576 toneladas de acetato de etila, líquido altamente inflamável que requer medidas extremas de segurança, juntamente com outras partidas de cloreto de cálcio, hidróxido de sódio e metabissulfito de sódio.
O acúmulo desses produtos químicos no Porto de Arica gerou preocupações no setor, a tal ponto que a liderança da Confederação dos Trabalhadores Portuários do Chile (Cotraporchi) se dirigiu ao então presidente Gabriel Boric para que intercedesse na retirada da carga, estimando que se tratava de mais de 500 toneladas de produtos considerados perigosos.

