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Organizações da sociedade civil solicitaram ao magnata bilionário malaio Syed Mokhtar Al-Bukhary que revogue a nomeação de Sultan Ahmed Bin Sulayem como presidente executivo da MMC Port Holdings, devido às suas alegadas ligações com o falecido Jeffrey Epstein.
A Reuters informou anteriormente que o emiradense Bin Sulayem assumiria o controlo do maior operador portuário da Malásia, cinco meses depois de se demitir da empresa de Dubai DP World após o escrutínio sobre a sua troca de e-mails com o financeiro Epstein, um criminoso sexual condenado que morreu em 2019.
A MMC Port, que opera sete portos ao longo do estreito de Malaca, uma das rotas de navegação mais movimentadas do mundo, é uma filial da MMC Corporation, onde Syed Mokhtar detém a participação maioritária.
Tanto Syed Mokhtar como a empresa não emitiram comentários públicos sobre o relatório da Reuters. Entretanto, uma declaração conjunta de 31 organizações, datada de 20 de julho, instou Syed Mokhtar a rescindir a nomeação de Bin Sulayem.
O documento citou riscos geopolíticos e financeiros, assinalando que importantes entidades financeiras, como a agência de financiamento para o desenvolvimento do Reino Unido e o segundo maior fundo de pensões do Canadá, tinham suspendido novos investimentos com a DP World devido às alegadas ligações de Bin Sulayem com Epstein.
"É justo dizer que o Sr. Bin Sulayem ganhou uma notória infâmia após a divulgação dos arquivos de Epstein. Se não foi considerado indispensável para a DP World, dificilmente há razão para que seja considerado indispensável para a MMC Ports", referiu o documento.
A nomeação de Bin Sulayem na MMC Port desencadeou indignação nas redes sociais, onde numerosos utilizadores questionaram a sua idoneidade para o cargo.
Por sua vez, o ministro dos Transportes da Malásia, Anthony Loke Siew Fook, declarou em resposta à controvérsia que o governo não pode interferir na gestão de empresas privadas, assinalando que só está autorizado a regular as estruturas acionárias das empresas que operam concessões e ativos nacionais estratégicos.
Fonte: Portal Portuario

