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Os Estados Unidos consolidaram-se como o principal destino para a oferta exportável não petrolífera nem mineira do Equador, ao concentrarem 26% do valor total dos fluxos comerciais despachados durante o primeiro quadrimestre de 2026. Este posicionamento estratégico da cadeia logística nacional baseia-se num aumento marginal de 0,3% nos envios para o mercado norte-americano, impulsionado principalmente por carregamentos de alta prioridade comercial como o camarão, a banana e frutas frescas.
De acordo com o Relatório Estatístico de Comércio Exterior da Federação Equatoriana de Exportadores (Fedexpor), as vendas globais do setor representaram 62% das exportações totais do país, apesar de registarem uma contração geral de 4% no período. No entanto, a operacionalidade do comércio exterior enfrenta uma severa pressão inflacionária internacional superior a 4% e volatilidade nos custos energéticos globais, variáveis que comprometem diretamente a rastreabilidade e as margens de rentabilidade da carga contentorizada.
Diante deste cenário, a otimização dos processos em conjunto com o setor marítimo e portuário é imperativa para salvaguardar a competitividade da infraestrutura de transporte e a eficiência na interface porto-cidade. A articulação de uma estratégia nacional que garanta a disponibilidade de espaços para a carga refrigerada e modernize os serviços logísticos terrestres será o fator determinante para capitalizar os novos acordos comerciais com a Coreia do Sul, Canadá e Emirados Árabes Unidos, assegurando a continuidade dos fluxos nos mercados internacionais.
Fonte: camara_ecuador

