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A Região de Arica e Parinacota deu início a uma nova temporada de exportações para a Argentina com o envio de um carregamento de mais de 23 toneladas de tomates.
A atividade foi liderada pelo subsecretário de Agricultura, Francesco Venezian, juntamente com o delegado presidencial regional, Cristian Sayes Maldonado, e o secretário regional ministerial (seremi) de Agricultura, Jorge Heiden, marcando o início de mais um ciclo para uma das principais culturas da região.
O envio incluiu 28 paletes, equivalentes a 1.372 caixas e um total de 23.324 quilos de tomates. Este processo faz parte do aumento sustentado das exportações regionais de tomate para a Argentina, o que permitiu expandir os destinos de comercialização, fortalecer a competitividade dos produtores e contribuir para a obtenção de melhores preços para suas colheitas.
"Estamos com produtores de tomate da região, Estela e Mario são produtores de primeira linha, não só pela qualidade do tomate, mas também pelos seus volumes de produção. Hoje em dia não basta produzir na região. Atualmente, estamos impulsionando um importante projeto de exportação. Até o momento, já realizamos 150 embarques de tomates de Arica para a Argentina, com produtos de primeira qualidade", explicou Venezian.
A abertura do mercado argentino em 2024 marcou um marco para o setor exportador regional, permitindo o envio de mais de 5,4 milhões de quilos de tomate. Durante o ano de 2025, a tendência foi de aumento, registrando 8.530.645 quilos exportados, equivalentes a 450 caminhões. Neste período, o SAG realizou 374 inspeções na origem e emitiu as respectivas guias de despacho. As saídas são realizadas principalmente pelos pontos de controle das regiões de Valparaíso e Los Lagos, enquanto junho e julho concentraram os maiores volumes de inspeção.
Neste contexto, o Serviço Agrícola e Pecuário (SAG) tem prestado acompanhamento técnico aos agricultores e agricultoras durante todo o processo produtivo, contribuindo para o desenvolvimento agrícola regional. "Arica está sendo reconhecida pela qualidade de sua produção de tomates, pela durabilidade do produto, pelo profissionalismo e pelos altos padrões sanitários", acrescentou o subsecretário.
Por sua vez, o delegado presidencial regional, Cristian Sayes, afirmou que "estamos muito contentes, primeiro, porque a agricultura é um eixo de desenvolvimento regional e é o eixo que está demonstrando que o trabalho conjunto, a boa comunicação entre o setor público e privado, como bem explicava o subsecretário, tem bons portos e chega a bom destino".
Além disso, o delegado afirmou que "hoje estamos trabalhando com os agricultores para poder chegar ao resto do Chile, mas também estamos chegando com os tomates da região do Vale de Azapa a mercados como o da Argentina e também possivelmente poderemos crescer com os agricultores para os mercados do Brasil e Paraguai. Então, é uma oportunidade tremenda de gerar emprego em nossa região e que seja de boa qualidade, e estamos em uma projeção que acreditamos nos agricultores e é presente em nossa comunidade pública muito clara".
Nesse sentido, o subsecretário Venezian destacou que esta é uma "boa experiência de como o trabalho entre o setor público e o privado permite que a região cresça, não apenas para os agricultores, mas também para todo o mercado local: transporte, comércio, prestadores de serviços, venda de insumos e desenvolvimento produtivo".
Além disso, durante sua visita à Região de Arica e Parinacota, o subsecretário de Agricultura supervisionou o funcionamento da barreira sanitária de Cuya, ponto estratégico do SAG para evitar o transporte para o sul do país de pragas como a mosca-da-fruta e a entrada de produtos agrícolas ilegais.
Da mesma forma, juntamente com o seremi de Agricultura, Jorge Heiden, realizou uma reunião com os diretores regionais do Minagri para abordar as diretrizes institucionais e coordenar o trabalho territorial. Também visitou as instalações da Corteva Agriscience, empresa dedicada à pesquisa e produção de sementes.