• 3 min de lectura
• 3 min de lectura

O Governo do Peru intensificou seus contatos com empresas da Índia para atrair capital para o projeto Porto de Corío, um terminal com uma profundidade natural de 28 metros capaz de receber os navios de maior calado para garantir o fluxo de minerais para o mercado indiano.
"Estamos conversando com várias empresas indianas e o projeto está sendo avaliado", confirmou à EFE o embaixador do Peru na Índia, Javier Paulinich, que explicou que o objetivo é que os investidores se integrem ao projeto assim que o Tratado de Livre Comércio (TLC) bilateral for concluído.
Localizado em Punta de Bombón, na Região de Arequipa, Corío projeta uma capacidade de carga de 100 milhões de toneladas anuais. De acordo com a proposta apresentada aos grupos empresariais locais, o terminal daria saída ao cobre e ouro do sul peruano, ao lítio da Bolívia e do denominado triângulo do lítio (Chile e Argentina), ao cobre do norte chileno e à produção agrícola do Brasil e da Argentina.
"Isso oferece à Índia uma oportunidade para estabelecer sua própria plataforma logística na costa do Pacífico da América do Sul, garantindo acesso direto a minerais críticos e produtos agrícolas de todo o continente", acrescentou o diplomata peruano.
Em contraste com o Porto de Chancay, inaugurado em 2024 com a participação da estatal chinesa Cosco, Paulinich ressaltou que Corío foi projetado como um projeto inteiramente privado. Essa estrutura permitiria aos operadores indianos gerenciar seus fluxos logísticos no Pacífico sem depender de infraestruturas com participação de terceiros Estados.
De acordo com a base de dados de estatísticas do Comércio de Produtos Básicos das Nações Unidas (Comtrade), as importações da Índia do Peru atingiram 4,69 bilhões de dólares em 2024, das quais mais de 90% foram metais preciosos.
O Peru é atualmente o segundo maior exportador mundial de prata e cobre, insumos que Nova Delhi requer para sua indústria de semicondutores e veículos elétricos.
O projeto, que será localizado na província de Islay, foi reativado em novembro pela agência ProInversión, que assinou um convênio com o governo regional e o Ministério de Transportes e Comunicações (MTC).
A obra requer um investimento estimado de 7 bilhões de dólares e está em fase de avaliação técnica para definir o esquema de concessão definitiva.
Em fevereiro passado, a Índia já assinou com o Brasil um pacto para a exploração conjunta de minerais, enquanto o Governo de Narendra Modi finaliza a ampliação de seu acordo comercial com o Chile para garantir o acesso ao lítio.
Fonte: apam_nacionales

