• 3 min de lectura
• 3 min de lectura

Dois meses se passaram desde a assinatura do contrato de concessão entre o Estado Peruano e o grupo Jinzhao Peru para o desenvolvimento do novo Terminal Portuário San Juan de Marcona (Ica), e já se propõem modificações em seu projeto original. Quais são elas?
Em março passado, o Estado peruano, através da Agência de Promoção do Investimento Privado (ProInversión), assinou o contrato de concessão com o grupo Jinzhao Peru para o desenvolvimento do novo Terminal Portuário San Juan de Marcona (Ica). O projeto exigirá um investimento superior a US$ 400 milhões e posicionará San Juan de Marcona como o terceiro maior porto do país, atrás apenas de Callao e Chancay. Agora, a concessionária já prepara modificações no projeto original com um duplo objetivo: melhorar a eficiência operacional e reduzir os impactos ambientais.
Em que consistem essas mudanças?
Em concreto, o Terminal Portuário Jinzhao Peru apresentou ao Serviço Nacional de Certificação Ambiental para Investimentos Sustentáveis (Senace) o Terceiro Relatório Técnico Justificativo do projeto, no qual propõe uma série de modificações ao projeto original com um investimento estimado de US$ 6 milhões.
Segundo o documento, as mudanças não visam ampliar a capacidade do terminal, mas otimizar seu funcionamento. Em detalhe, trata-se de ajustes na distribuição de componentes, a incorporação de novas infraestruturas auxiliares e a melhoria do sistema logístico.
Em termos de nova infraestrutura, o ITS detalha a incorporação de duas correias transportadoras com capacidade de 3.050 toneladas por hora, que transformarão o esquema de recepção do concentrado de ferro e permitirão um transporte mais contínuo do material para o cais através de um sistema mais integrado.
A isso se soma a construção de uma nova torre de transferência, que atuará como ponto intermediário na cadeia logística do mineral e contará com sistemas de supressão de poeira e controle de incêndios, elementos chave para a segurança operacional e ambiental do terminal.
O redesenho inclui também duas guaritas de controle adicionais para reforçar o acesso ao recinto portuário, e um muro de contenção de concreto armado de 56,72 metros de comprimento, destinado a garantir a estabilidade do terreno e proteger a infraestrutura crítica contra riscos geotécnicos.
Quanto à realocação e ajuste de componentes existentes, mais de uma dúzia de instalações —entre elas o anteporto, estações de tratamento, tanques de hidrocarbonetos e postos de serviço— serão reposicionadas ou redimensionadas. Trata-se, segundo o ITS, de uma otimização do traçado geral do projeto que não compromete suas capacidades originais.
O ITS também propõe transferir o acesso principal para a zona norte do terminal, habilitar um novo acesso e melhorar os sistemas de controle de pesagem e circulação interna. O objetivo é reduzir o congestionamento veicular e agilizar o trânsito de caminhões dentro do recinto.
Do ponto de vista ambiental, o ITS conclui que as modificações propostas não geram impactos negativos e se mantêm dentro dos parâmetros aprovados no Estudo de Impacto Ambiental (EIA-d).
A execução dessas melhorias demandará 39 meses (3 anos e 3 meses), um prazo que será dominado por trabalhos de construção como escavações, pavimentação, instalação de equipamentos e montagem de infraestrutura.
Em suma, o pacote de mudanças não altera a escala original do projeto, mas visa um terminal mais eficiente em sua operação logística, com menor dispersão de poeira e um controle de acessos mais rigoroso.
Fonte: APAM

