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O Centro Nacional de Planejamento Estratégico (Ceplan) destacou o potencial das Zonas Econômicas Especiais Privadas (ZEEP) para fortalecer a competitividade nacional, atrair investimentos e promover uma transformação produtiva sustentável no país.
Durante a cerimônia de apresentação do regulamento da Lei nº 32449, que estabelece o Tratamento Especial Tributário e Aduaneiro para as Zonas Econômicas Especiais Privadas, o presidente do Ceplan, Giofianni Peirano, expôs os principais achados do estudo desenvolvido conjuntamente entre o Ministério do Comércio Exterior e Turismo ( Mincetur) e o Ceplan, o qual identifica Lima, Callao, Ica e Arequipa como as regiões com maiores condições para o desenvolvimento de ZEEP.
Ele assinalou que as Zonas Econômicas Especiais Privadas representam uma oportunidade para impulsionar a incorporação de tecnologia, fortalecer a produção nacional e gerar cadeias de valor com maior competitividade internacional.
Giofianni Peirano ressaltou que o objetivo não é unicamente aumentar as exportações, mas sim promover processos de transformação produtiva que permitam gerar maior valor agregado e emprego formal nas regiões.
Ele explicou que o estudo técnico avaliou fatores vinculados à infraestrutura logística, conectividade portuária, capacidade institucional, potencial exportador e capital humano, elementos considerados chaves para garantir a sustentabilidade e viabilidade das futuras zonas econômicas especiais.
O chefe do Ceplan destacou que o Peru conta com vantagens estratégicas vinculadas à sua localização no Pacífico e ao desenvolvimento de novos corredores logísticos e portuários, o que abre oportunidades para consolidar o país como um hub logístico e produtivo na América do Sul.
Nesse contexto, ele assinalou que a articulação entre setor público e privado será fundamental para atrair indústrias de maior complexidade tecnológica e promover processos de transferência de conhecimento para as empresas nacionais.
Durante sua intervenção, Giofianni Peirano também enfatizou a necessidade de avançar para uma economia mais diversificada e menos dependente da exportação de matérias-primas.
Ele indicou que o fortalecimento de setores vinculados à manufatura, inovação e tecnologias emergentes permitirá melhorar a competitividade do país e ampliar as oportunidades de desenvolvimento sustentável.
Em relação à Amazônia peruana, o funcionário sustentou que existe um importante potencial para gerar valor agregado a partir dos recursos florestais e da biomassa, sempre sob critérios de sustentabilidade e desenvolvimento territorial.
Ele acrescentou que as Zonas Econômicas Especiais Privadas podem se tornar espaços de articulação produtiva e tecnológica que contribuam para dinamizar as economias regionais.
O chefe do Ceplan ressaltou que o desenvolvimento dessas zonas deve ser acompanhado de planejamento territorial, serviços adequados e fortalecimento do capital humano, a fim de assegurar um crescimento ordenado e sustentável em benefício da população.
Giofianni Peirano assinalou que as metas estabelecidas no Plano Estratégico de Desenvolvimento Nacional até 2050 visam aumentar a complexidade econômica do país, fortalecer a manufatura e elevar a produtividade laboral, objetivos que requerem uma estreita articulação entre o Estado, o setor empresarial e a sociedade civil.
A aprovação do Regulamento da Lei nº 32449 constitui um passo chave para a implementação do regime de Zonas Econômicas Especiais Privadas, instrumento que busca promover investimentos, impulsionar a diversificação produtiva e gerar novas oportunidades de emprego formal nas distintas regiões do Peru.
Fonte: Andina

