• 3 min de lectura
• 3 min de lectura
Em um ano chave para a China como anfitriã do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) 2026, a China Public Diplomacy Association (CPDA) colocou sobre a mesa as expectativas que tem sobre o papel dos membros latino-americanos do referido bloco. O Diário Gestión participou da coletiva de imprensa no Beijing International Club na capital chinesa, onde o presidente da CPDA se referiu especificamente ao papel do Peru, Chile e México na agenda do próximo fórum, marcada pela discussão sobre tarifas, abertura comercial e integração digital.
Chen Xu, presidente da CPDA e da Reunião de Altos Funcionários da APEC 2026, destacou que mantém "comunicações intensas" com seus homólogos do Peru, Chile e México, e mostrou sua impressão positiva pelo interesse desses países em contribuir para o sucesso da APEC da China.
Segundo o diplomata, os três países latino-americanos demonstraram um entusiasmo muito forte em impulsionar a Área de Livre Comércio da Ásia-Pacífico (FTAAP) e promover a cooperação em conectividade, inteligência artificial e economia digital dentro do bloco.
"Tenho certeza de que a participação e os esforços dos membros latino-americanos contribuirão para um ano de sucesso da China na APEC", afirmou.
Questionado sobre o investimento chinês em infraestrutura na América Latina, Chen Xu enfatizou o porto de Chancay, operado pela estatal Cosco Shipping. Para o ex-embaixador, o megaporto não só fortalecerá a relação bilateral entre a China e o Peru, mas terá um impacto "em grande medida" no vínculo de Pequim com toda a América Latina.
"Tenho uma forte confiança de que a relação China-Peru não só será benéfica para nossos dois povos, mas para a relação da China com a América Latina. Nosso esforço dará frutos nos próximos dias", afirmou o também ex-representante permanente da China junto ao Escritório das Nações Unidas em Genebra.
Na próxima APEC em novembro de 2026, em Shenzhen (Guangdong), a China impulsionará três grandes princípios. Primeiro, a abertura: reativar o diálogo sobre a FTAAP como forma de combater o protecionismo e as tensões tarifárias.
A China vê no bloco uma plataforma para defender um sistema multilateral de comércio "aberto e transparente".
O segundo pilar será a cooperação, focada em fortalecer a conectividade física e digital entre as economias. Neste aspecto, o porto de Chancay é destacado como um caso emblemático de infraestrutura que integra cadeias logísticas entre a Ásia e a América do Sul.
Finalmente, o terceiro princípio é a inovação, colocando em pauta a inteligência artificial, a economia digital e a transição verde como novos motores de crescimento na Ásia-Pacífico.
Fonte: apam_nacionales

