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O Canal do Panamá registrou um aumento interanual de 8% no trânsito de navios durante 2026, atingindo uma média diária de 38 travessias, segundo dados da BIMCO. O crescimento tem sido impulsionado principalmente pelo aumento das exportações energéticas dos Estados Unidos para mercados do Pacífico, em um contexto marcado por interrupções operacionais no Estreito de Ormuz e ajustes no comércio global de energia.
De acordo com a BIMCO, durante as últimas cinco semanas, os trânsitos aumentaram 16% interanual, impulsionados especialmente pelo setor de navios-tanque e embarcações de gás liquefeito. A organização destacou que a redução das operações no Estreito de Ormuz alterou o fluxo energético do Golfo Pérsico, aumentando a demanda por exportações americanas para a Ásia e elevando a pressão sobre a capacidade operacional do Canal do Panamá, que atualmente funciona perto de seu limite diário estimado entre 36 e 40 trânsitos. Além disso, os tempos de espera aumentaram 50%, atingindo médias de 47 horas devido à alta demanda por espaços de travessia.
O comportamento recente do Canal do Panamá evidencia a crescente importância das rotas marítimas estratégicas para o comércio energético internacional e a estabilidade das cadeias globais de suprimentos. Além disso, o aumento dos custos operacionais e dos tempos de espera está levando alguns operadores a avaliar rotas alternativas como o Cabo da Boa Esperança ou o Cabo Horn, o que poderia gerar impactos sobre custos logísticos, consumo de combustível e planejamento do transporte marítimo internacional.
Fonte: Mundo Marítimo

