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Em sua quinta sessão do ano, o Comitê Portuário de Coordenação de Serviços Públicos do Porto de Arica abordou as principais ações voltadas para fortalecer a segurança no entorno portuário, reforçar as coordenações sanitárias e acompanhar a continuidade operacional do sistema logístico-portuário regional.
A instância, liderada pela Empresa Portuária Arica (EPA), por meio de sua Gerência de Concessões e Logística, reuniu representantes da Marinha, autoridade sanitária e diversos órgãos públicos vinculados à atividade portuária, que analisaram medidas destinadas a garantir o funcionamento normal das operações e melhorar as condições do entorno do terminal.
Em matéria de segurança e controle territorial, o comitê priorizou ações conjuntas para enfrentar o comércio informal e focos de incivilidade em setores adjacentes ao terminal, incluindo coordenações vinculadas à denominada Operação "Venda de Fruta". Além disso, foi revisado o andamento do processo de remoção e reflutuação das últimas embarcações pesqueiras apreendidas e fundeadas na bacia do porto.
Um dos principais temas abordados foi o trabalho preventivo para controlar situações de incivilidade no entorno portuário. A esse respeito, o Capitão do Porto de Arica, Felipe Rodríguez, destacou que a vigilância e as coordenações com os serviços competentes continuarão sendo reforçadas para contribuir para um ambiente mais seguro para trabalhadores, transportadores e usuários do sistema logístico-portuário.
A sessão também permitiu revisar as coordenações com a autoridade sanitária destinadas a fortalecer as medidas de prevenção e controle de doenças associadas à entrada de navios, considerando como antecedente o caso de referência registrado no Hospital Las Higueras de Talcahuano por suspeita de febre hemorrágica (alerta Ebola) em um tripulante proveniente de um navio de Singapura.
Essas ações contemplam procedimentos de monitoramento, protocolos de Sanidade Marítima Internacional (RSI) e mecanismos de comunicação entre os organismos envolvidos, com o propósito de resguardar a saúde pública e manter altos padrões de segurança sanitária na atividade marítimo-portuária.
A jornada permitiu, ainda, abordar diferentes assuntos relacionados à coordenação operacional, fluxo de cargas, atendimento de navios e trabalho conjunto entre os serviços públicos e os atores do sistema portuário, com vistas a assegurar uma resposta eficiente diante dos desafios próprios da atividade logística e comercial do Porto de Arica.
O gerente geral da Empresa Portuária Arica, Jorge Cáceres, comentou que "essas coordenações nos permitem antecipar situações que possam afetar tanto a segurança do entorno quanto a continuidade operacional do porto. O trabalho colaborativo entre a Marinha, a autoridade sanitária e os diferentes serviços públicos é fundamental para continuar fortalecendo um sistema portuário seguro, eficiente e preparado para enfrentar cenários complexos".
Durante a sessão, foi apresentado o desempenho operacional acumulado até o mês de junho, destacando-se um crescimento de 6% na transferência de carga e um aumento de 18% na movimentação de TEUs. Esses resultados são registrados apesar das severas interrupções logísticas ocasionadas pelos bloqueios de 52 dias na Bolívia, além do recorde de 892 horas de fechamento do porto devido a ressacas.
Finalmente, os participantes destacaram a importância de manter essas instâncias periódicas de coordenação, que permitem fortalecer a articulação entre as instituições públicas e contribuir para o desenvolvimento seguro, eficiente e sustentável do terminal regional.

