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No contexto da preparação dos processos de licitação em portos chilenos como Valparaíso, Iquique, San Antonio e San Vicente ( Talcahuano), o grupo Agunsa não descarta participar na busca por uma concessão, mas na zona central.
Atualmente, a referida empresa possui a administração do Terminal 2 do Porto de Valparaíso por meio de sua subsidiária Terminal Portuario de Valparaíso (TPV), cujo contrato de operação vence em 2029.
A esse respeito, o PortalPortuario conversou com Beltrán Urenda, diretor do Grupo Agunsa e presidente da Compañía Marítima Chilena (CMC), que abordou a situação atual dos terminais portuários administrados pela empresa e a eventual participação desta nos próximos processos de licitação.
Questionado sobre o desempenho das estações marítimas concessionadas pela Agunsa de janeiro a maio de 2026, Urenda assegurou que foi um período difícil, condicionado pela situação bélica internacional.
"Eu diria que são tempos complicados. A indústria marítima, da qual depende nossa atividade, passa por um momento difícil com a situação geopolítica internacional, a concentração das grandes companhias de navegação em poucos atores e o fato de que elas estão se integrando verticalmente com toda a cadeia logística", acrescentou.
Em relação aos temas de concorrência, Beltrán Urenda afirmou que "com esse cenário, torna-se cada vez mais difícil para atores que não têm um tamanho tão grande, em comparação com outros, poderem competir. É complicado, mas a Agunsa é uma empresa com uma grande capacidade de reinvestimento".
Com relação aos próximos concursos de concessão, o membro do conselho de administração da Agunsa adiantou que a empresa se inclinaria a concentrar suas operações portuárias nos recintos estatais da zona central do Chile, ou seja, Valparaíso e San Antonio, descartando - por enquanto - uma eventual participação em San Vicente (Talcahuano).
"Agunsa não descarta participar. Eu diria mais nos portos da zona central. Nós na zona sul estamos nos portos privados com outra empresa relacionada que é Cabo Froward, lá temos presença em Calbuco e na Região do Bio Bio. Não descartamos estar (San Antonio). San Vicente eu vejo mais difícil, mas ninguém sabe o que vai acontecer", apontou Urenda.
O titular da CMC também se referiu ao debate que está sendo realizado no Tribunal de Defensa de la Libre Competencia (TDLC), onde a Empresa Portuaria de Valparaíso (EPV) solicitou um relatório sobre uma potencial mono-operação dos terminais 1 e 2 do porto; instância onde diferentes atores manifestaram sua preocupação diante de uma eventual exclusão da carga fracionada em favor dos contêineres.
Sobre esta situação, Urenda manifestou que "isso é algo que não nos agrada e mostramos os inconvenientes na época. Temos assinalado que Valparaíso é o principal porto de carga fracionada do país, especificamente, o Terminal 2, onde está a Agunsa, mas essa batalha já está dada".
"Não me parece uma boa ideia, eu tentaria que, quando as licitações se efetivarem, houvesse uma exigência de conservar a parte de carga fracionada para o Terminal 2, tomara que seja assim, mas não sabemos o que vai acontecer", concluiu.
