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O Ministério da Produção determinou uma nova suspensão temporária da atividade extrativa de anchoveta (Engraulis ringens) e anchoveta branca (Anchoa nasus) por um período adicional de 15 dias, como parte das medidas de manejo adaptativo voltadas a proteger a sustentabilidade do recurso diante da persistência de condições oceanográficas quentes associadas ao desenvolvimento do El Niño Costeiro 2026.
A medida vigora das 00:00 horas de 27 de maio até as 23:59 horas de 10 de junho de 2026, na área compreendida entre 06°00'S e 14°00'S dentro das 30 milhas náuticas, conforme a Resolução Diretorial N.° 00060-2026-Produce/DGSFS-PA.
A decisão foi adotada com base na recomendação técnica do Instituto do Mar do Peru (Imarpe), entidade que alertou para a persistência e intensificação das condições quentes no litoral peruano.
O Produce afirmou que essas condições poderiam modificar a disponibilidade e distribuição da anchoveta, bem como aumentar a vulnerabilidade dos exemplares juvenis à captura, cenário que exige a manutenção de uma abordagem precautória para proteger o recrutamento e a renovação do estoque.
"Com esta nova suspensão temporária, busca-se reduzir a pressão extrativa sobre as zonas com alta incidência de anchoveta juvenil e evitar que a frota concentre suas operações em áreas vulneráveis", observou.
Considerou que esta medida permite dar espaço à redistribuição natural dos cardumes e reorientar o esforço pesqueiro para zonas com menor presença de juvenis.
Deste modo, referiu, diminui-se drasticamente a captura incidental e reforça-se a abordagem precautória na gestão do recurso, plenamente sustentada no monitoramento científico do Imarpe.
"O manejo da anchoveta no Peru se baseia em evidências científicas e em uma gestão adaptativa que nos permite agir de maneira oportuna e responsável para proteger o recurso e assegurar sua sustentabilidade", afirmou o ministro da Produção, César Quispe Luján.
Nesse contexto, continuou, a suspensão temporária das atividades extrativas busca salvaguardar a biomassa disponível, proteger o processo de renovação da espécie e garantir a sustentabilidade da pescaria.
"Estas medidas preventivas buscam cuidar do processo de renovação da espécie e assegurar a sustentabilidade de uma atividade estratégica chave para o país, com base em informações científicas, aplicando critérios técnicos e com monitoramento permanente para uma pesca responsável", acrescentou o titular do Produce.
Apontou que o atual modelo de gestão pesqueira do Peru permite adotar fechamentos focalizados e temporários em função do monitoramento biológico e oceanográfico permanente realizado pelo Imarpe, fortalecendo a capacidade de resposta diante da variabilidade climática e garantindo um aproveitamento sustentável do principal recurso pesqueiro do país.
Finalmente, destacou que recentemente o Imarpe obteve a certificação internacional ISO 9001:2015 concedida pela auditora SGS, reconhecimento que atesta a qualidade, rastreabilidade e confiabilidade de seus processos científicos vinculados à estimativa de biomassa e amostragem biológica de anchoveta, fortalecendo o suporte técnico das decisões de manejo pesqueiro adotadas pelo Estado peruano.

