• 3 min de lectura
• 3 min de lectura
As agroexportações peruanas, que abrangem as tradicionais e não tradicionais, ascenderam a 5.418 milhões 526 mil dólares no período de janeiro a junho de 2026, um valor 3,3% superior ao mesmo período de 2025 (5.244 milhões 217 mil dólares), indicou a Gerência de Agroexportações da Associação de Exportadores (Adex).
No entanto, este resultado representa uma desaceleração em relação ao crescimento registado no período 2024-2025 (janeiro-junho), quando aumentaram 21%.
O presidente do Comitê de Agroindústrias, Alimentos e Bebidas da Adex, Mario Salazar Vergaray, comentou que o menor dinamismo se explica em parte pela contração de itens como o cacau em grão inteiro ou partido e mangas.
"No caso do cacau, a queda responde a uma diminuição da demanda internacional e à descida dos preços, devido à recuperação da produção nos principais países concorrentes, em valor FOB houve um retrocesso de 54,6% e em volume cresceu 5,1%", indicou.
"Quanto à manga, a redução deve-se a uma diminuição da disponibilidade do fruto como consequência de uma menor colheita", assinalou Salazar Vergaray.
Em relação ao Fenômeno El Niño, considerou indispensável articular os esforços do setor público e privado para implementar medidas que mitiguem os impactos sobre a infraestrutura e garantam a continuidade da atividade agroexportadora.
Nesse sentido, sublinhou que uma coordenação efetiva entre o empresariado e os distintos níveis de governo será determinante.
"Estamos em capacidade de contribuir em três frentes. A primeira é a técnica, disponibilizando informação especializada e o conhecimento dos nossos profissionais; a segunda, a logística, mediante o uso de maquinaria como caminhões e tratores; e a terceira, o investimento, pois muitas empresas já vêm executando ações preventivas em seus campos de cultivo e plantas empacotadoras", assinalou Salazar Vergaray.
O setor agroindustrial (5.048 milhões 599 mil dólares) foi o mais relevante, evidenciando um incremento de 2,9% e uma participação de 93%. Destacaram-se os abacates (933 milhões 258 mil dólares), uvas frescas (789 milhões 297 mil dólares), mirtilos (426 milhões 811 mil dólares) e mangas (264 milhões 164 mil dólares).
Estes e outros produtos chegaram a 133 países, Estados Unidos (1.591 milhões 978 mil dólares) e Países Baixos (889 milhões 710 mil dólares) lideraram os pedidos, acumulando entre ambos 49% do total.
Outros destinos foram Espanha, Chile, México, Reino Unido, Equador, Colômbia, China e Canadá.
O agro tradicional (369 milhões 928 mil dólares) teve uma variação positiva de 8,8%, graças aos despachos de café verde, cujos envios totalizaram 323 milhões 163 mil dólares, equivalente a 87%.
Também foram comercializados açúcares de cana ou beterraba, lã não cardada nem penteada, melaço de cana, entre outros.
Foram exportados para mercados como Estados Unidos (111 milhões 251 mil dólares), Bélgica (44 milhões 7 mil dólares), Colômbia (39 milhões 822 mil dólares), Alemanha (34 milhões 329 mil dólares), Canadá (26 milhões 557 mil dólares), entre outros.

