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No âmbito dos dez anos de sua ampliação, o Canal do Panamá realizou um ato comemorativo com a participação de meios de comunicação locais e internacionais, para destacar os avanços e conquistas obtidos desde sua inauguração em 26 de junho de 2016.
Na atividade participaram o ministro para Assuntos do Canal e presidente da Junta Diretiva, Jose Ramón Icaza, e a subadministradora e oficial de Sustentabilidade, Eng. Ilya Espino de Marotta.
Durante o ato comemorativo, o ministro Icaza destacou que "dez anos depois de sua inauguração, a ampliação demonstrou plenamente seu valor. A ampliação permitiu preservar a competitividade da rota, responder às novas demandas do mercado e consolidar o Canal como uma das infraestruturas logísticas mais confiáveis e eficientes do mundo".
Por outro lado, a Eng. Marotta —também administradora designada para o período 2026-2033— lembrou que o projeto de ampliação começou a ser gestado em 2002, quando a instituição iniciou um rigoroso processo de análise e estudos internacionais para definir a viabilidade da obra. Um esforço que culminou com o referendo nacional de 2006, mediante o qual os panamenhos aprovaram a construção do terceiro conjunto de eclusas.
«Aprendemos a explicar um projeto altamente complexo a todo um país e demonstramos que, quando o Panamá trabalha unido, pode tornar realidade obras que transformam seu futuro», destacou Espino de Marotta.
A ampliação representou um dos maiores projetos de infraestrutura do século XXI, gerando mais de 40.000 empregos durante sua construção, com uma participação majoritária de trabalhadores panamenhos.
A subadministradora ressaltou que a execução da obra permitiu ao Canal desenvolver capacidades únicas em áreas como engenharia, contratação internacional, financiamento e administração de megaprojetos, enquanto a via interoceânica continuou operando com altos níveis de eficiência.
«Assim como nos reinventamos com a ampliação do Canal, hoje estamos nos reinventando para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas. Temos a capacidade, o conhecimento, a vontade e o compromisso para fazê-lo», assinalou.
Além disso, destacou que a instituição continua desenvolvendo projetos para fortalecer a competitividade logística do país, incluindo novos terminais portuários, um corredor energético e outras iniciativas destinadas a consolidar o Panamá como o principal centro logístico das Américas.
Entre as principais iniciativas figura o projeto do lago de Río Indio, concebido para garantir água para o consumo humano e para as operações do Canal durante os próximos 50 anos, em resposta aos efeitos cada vez mais severos das mudanças climáticas.
Ao encerrar sua intervenção, a subadministradora reconheceu o compromisso dos mais de 9.000 colaboradores do Canal, cujo trabalho permitiu à via interoceânica superar desafios históricos e continuar evoluindo para responder às necessidades do comércio internacional.
«Dez anos após a ampliação, o Canal do Panamá olha novamente para o futuro. Fizemos isso há duas décadas com uma visão transformadora e hoje voltamos a nos preparar para os próximos grandes desafios, sempre a serviço do Panamá e do comércio mundial», concluiu.
