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A Empresa Portuária San Antonio ( EPSA) informou que a adjudicação das obras habilitadoras do projeto Porto Exterior sofrerá um atraso em relação à sua planificação original.
A postergação deve-se ao novo mecanismo de licitação anunciado pela estatal para executar a iniciativa, que divide o concurso em dois processos, um para os trabalhos iniciais e outro para a construção do molhe de abrigo.
Cabe recordar que com esta modificação ficou sem efeito o concurso que estava em desenvolvimento, o qual se previa entregar no segundo semestre de 2026.
Numa conferência de imprensa concedida pelo presidente do conselho de administração da EPSA, Sergio Merino, foram divulgados os novos prazos do projeto, que foi qualificado pelas autoridades governamentais como de caráter "estratégico".
A este respeito, o presidente da EPSA assegurou que "relativamente aos prazos da licitação das obras habilitadoras, são trabalhos relativamente simples, provavelmente teremos a adjudicação no segundo trimestre do próximo ano (2027) e os primeiros trabalhos começarão no final desse ano".
Por outro lado, Merino foi enfático ao assinalar que este atraso não significa uma mudança no roteiro do Porto Exterior de San Antonio, já que a planificação da obra central - molhe de abrigo - se mantém tal como estava no esquema anterior.
"O facto de não começarmos este ano com as primeiras obras não afeta o desenvolvimento completo do projeto. Aqui, o importante em que temos de trabalhar é em quando vou poder movimentar o primeiro TEU , esse é o norte, continuamos a manter a ideia de que devemos estar operacionais em 2036", indicou.
Além disso, Merino assegurou que "são projetos muito grandes, tentamos que com estudos prévios de engenharia possamos mitigar ao máximo os riscos de sobrecusto e sobreprazo, mas eu não posso assegurar que não teremos atraso; se alguém lhes assegura que não vai ter atraso num projeto, está a mentir".
Em relação às empresas que estavam pré-qualificadas na licitação que ficou sem efeito (sete no total, entre consórcios e empresas), o presidente do conselho de administração assinalou que todas foram comunicadas da decisão com antecedência, acrescentando que "em muitos casos nos disseram que foi uma espécie de 'alívio', já que para eles é muito melhor concentrar-se no que são especialistas, como na construção de molhes de abrigo".
O titular da estatal acrescentou que "se quiserem participar no novo processo, não é necessário que nos apresentem os mesmos papéis".
Ao mesmo tempo, Sergio Merino, aproveitou a oportunidade para fazer um apelo à comunidade de San Antonio, assinalando que o novo mecanismo de licitação, em nenhum caso significa que a iniciativa se encontra estagnada.
"Isto não é um abandono do projeto, quero ser bem enfático, isto o que faz é viabilizar a iniciativa e poder começar inclusive sem ter todo o financiamento, as obras habilitadoras vamos começar com o crédito da CAF mais os fundos próprios da empresa. O compromisso da EPSA é ser super responsável financeiramente e com os nossos contratistas. Eu não posso assinar um contrato no qual não tenha certeza de como o vou financiar".
Finalmente, sobre o concurso para a construção do molhe de abrigo, o alto dirigente assegurou que a licitação terá a sua abertura durante a primeira metade de 2028.

