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O governador da província argentina de Santa Fé, Maximiliano Pullaro, liderou uma reunião com representantes de entidades da produção agroexportadora, transportadoras e a Bolsa de Comércio de Rosario para avançar em uma solução definitiva de melhoria e manutenção das rotas que compõem o circuito de acesso aos portos de Santa Fé.
O objetivo do encontro foi alcançar o "consenso de todas as áreas e setores, para resolver um problema de 30 anos", destacou a autoridade, que ressaltou que a solução deve ser alcançada "por consenso, não às pressas e sem as conversas necessárias".
"Nestes 29 meses de gestão, fizemos muitas obras para tentar resolver a situação; investimos mais de 200 milhões de dólares", disse Pullaro. A intenção é chegar a um investimento de 450 milhões de dólares com recursos próprios da província e de financiamento externo.
O governador provincial disse que a "Nação deveria arcar com isso, mas infelizmente os Governos passam, os investimentos não são realizados e o problema é de todos: os governos provincial e municipais, as bolsas de comércio, as associações que representam os setores do campo, as agroexportadoras, as transportadoras".
"O Estado Nacional deixou a província e esta região desamparadas; e Santa Fé faz um investimento muito grande, que não lhe corresponde, mas enfrentamos para resolver esta problemática porque por aqui sai mais de 70% da produção agrícola", acrescentou Pullaro. No encontro, enfatizou-se que, ao mesmo tempo em que a Nação arrecada recursos vinculados ao sistema viário e ao consumo de combustíveis, esses fundos não retornam em obras para a infraestrutura estratégica do complexo portuário.
O governador assinalou que "entendemos que há uma forma de realizar as obras que temos que fazer para ter os acessos ao circuito portuário que precisamos. Nesta ideia, a Província não cobra nenhum centavo, nem o administra, mas sim se cria um fundo fiduciário, que determina as obras necessárias, acordadas entre todos".
"Queremos consensuar este projeto, porque acreditamos que a melhor alternativa é montar um sistema que administre os recursos de maneira acordada e pactuada por todos, onde a Província seria mais uma parte das que participam", concluiu Pullaro.
Investimento em obras
O ministro de Obras Públicas da província, Lisandro Enrico, detalhou as obras que Santa Fé executou e está executando. "Foram investidos 284 milhões de dólares em sete importantes obras viárias na área próxima aos portos, como o Caminho da Cremeria (a rota 25s) e a terceira faixa da rodovia Rosario – Santa Fé, entre outras. Mas, ao mesmo tempo, estamos impulsionando outra série de obras viárias perto dos portos que totalizarão mais de 450 milhões de dólares no período de 2024 e 2027", disse Enrico.
"Temos que tomar uma decisão: continuamos na mesma situação lamentável ou passamos para um esquema de manutenção e obras, como em qualquer complexo portuário do mundo. Há 30 anos não há coordenação: vamos ordenar isso e fazer um único circuito de acesso aos portos". Entre trechos provinciais, nacionais e urbanos são 516 quilômetros, por isso "a proposta é coordenar as obras e a manutenção em um fundo fiduciário administrado por todos os setores", destacou o ministro.
Nesse sentido, o ministro da Economia local, Pablo Olivares, detalhou que o objetivo da proposta do Governo Provincial é uma abordagem integral, "do ponto de vista logístico, unificando o mecanismo de obtenção do recurso, e que o Estado não seja administrador, mas simplesmente impulsionador. Um instrumento não estatal, com administração mista, integrada por todos os atores envolvidos".
"Os recursos não entram no Estado provincial, têm um destino específico: manutenção e melhoria deste circuito. Há duas garantias: a intangibilidade dos fundos e que as decisões ficam nas mãos dos atores envolvidos", concluiu Olivares.
Fonte: portalportuario

