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O biministro de Obras Públicas, Transportes e Telecomunicações, Louis de Grange, liderou a cerimônia de "primeira pedra" da ampliação do molhe de abrigo do Porto de Antofagasta, uma iniciativa considerada estratégica que representa um dos projetos de infraestrutura de maior relevância para o desenvolvimento logístico do norte do país.
A esse respeito, o biministro destacou que "estas são obras de Estado que transcendem os governos e que têm um impacto direto na qualidade de vida das famílias, claro que também no emprego e na projeção de crescimento que, juntamente com o apoio do Presidente José Antonio Kast, estamos impulsionando com muito entusiasmo a partir dos diferentes departamentos a nível nacional".
"Esses investimentos permanecem, permanecem por décadas e às vezes por séculos, portanto, o retorno, a rentabilidade social que essas obras têm é tremenda e isso dá um impulso particular a Antofagasta e à região que também virá complementar o que são os futuros e próximos investimentos mineiros", acrescentou De Grange.
Quanto ao financiamento do projeto, foi detalhado que a contribuição da Empresa Portuária Antofagasta ascende a $36.874.477.981, o que representa aproximadamente 80,4% do investimento total. Por sua vez, o Governo Regional (Gore) complementa este valor com $8.999.996.000, destinados especificamente a obras civis e gestão administrativa.
Enquanto isso, Rodrigo Saavedra, presidente do conselho de administração da Empresa Portuária Antofagasta (EPA), destacou que "esta obra estratégica nos permitirá reduzir em 80% o fechamento do porto. Devido à agitação marítima, em um ano podemos ter até 40 ou 50 dias de fechamento, o que obviamente afeta as exportações e importações. Com esta obra, vamos reduzir em quase 80%, o que obviamente nos permitirá ter mais dias de funcionamento. Vamos saltar de praticamente 3 milhões de toneladas por ano para 7 milhões, o que nos tornará um porto tremendamente competitivo no Cone Sul".
Quanto aos benefícios do projeto, a ampliação permitirá reduzir a vulnerabilidade a condições climáticas adversas e agitação marítima; diminuir os fechamentos do porto, melhorando a continuidade operacional; receber navios New Panamax, aumentando a competitividade logística; fortalecer o apoio à mineração e facilitar o transporte de insumos; e preparar a infraestrutura para futuros projetos energéticos na região.
Esta intervenção - que projeta completar as obras até o final de 2028 - constitui um investimento chave para o desenvolvimento de Antofagasta, fortalecendo sua capacidade logística e portuária para responder aos desafios do crescimento futuro.
Fonte: portalportuario

