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Um porta-contêiner da Evergreen teria sido atingido por um projétil enquanto navegava pelo Estreito de Ormuz. A embarcação tornou-se o alvo mais recente do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), conforme indicaram dois altos funcionários americanos ao The Wall Street Journal (WSJ).
A agressão ao navio, registrado sob a bandeira de Singapura, ocorreu a 7,5 milhas náuticas a sudeste de Dahit, Omã, de acordo com o relatório emitido pelas Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO). Foram relatados danos na ponte de comando, mas foram descartadas vítimas ou impactos ambientais.
Em linha com o comunicado, a agressão ocorreu poucas horas depois que a marinha paramilitar iraniana alertou os navios para não usarem rotas através de vias marítimas que não tivessem sua autorização.
Apesar do ocorrido, a empresa de gestão de riscos marítimos Vanguard indicou que o porta-contêiner, identificado como o Ever Lovely, de 335 metros de comprimento e 46 metros de largura, continuou através do Estreito de Ormuz, apesar dos danos.
De acordo com o noticiado pela BBC, o site de rastreamento de navios MarineTraffic informou que o navio havia entrado na via navegável usando a rota sul na manhã de quinta-feira, 25 de junho, e saiu pelo lado leste por volta das 15h30, horário local. A Vanguard também informou que nenhuma assistência foi necessária.
Anteriormente, Estados Unidos e Irã concordaram em encerrar as hostilidades sob um acordo de 14 pontos, que também exigia que o Irã fizesse seus "maiores esforços para a passagem segura de navios comerciais sem qualquer custo durante 60 dias".
No entanto, Teerã tem dito repetidamente que planeja cobrar o que chama de taxas por serviços marítimos para cruzar o estreito, ao contrário dos pedágios.
Nesse contexto, vale ressaltar que a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA) informou que "em resposta às consultas reiteradas. Qualquer trânsito por rotas fora do quadro estabelecido pela PGSA não estará coberto pela garantia de passagem segura e não gozará da cobertura de seguros nem das responsabilidades associadas. As consequências decorrentes do trânsito por rotas não autorizadas recairão sobre o proprietário, o operador e o comandante da embarcação".
Na sexta-feira, 19 de junho, a PGSA emitiu um aviso oficial exigindo que todas as embarcações registrassem obrigatoriamente suas solicitações de passagem através do Estreito de Ormuz, o que se deveria "à presença de zonas afetadas por minas e à necessidade de garantir um trânsito seguro e prevenir colisões".
Vale mencionar que a PGSA é uma agência do governo iraniano com o mandato de autorizar e regular o trânsito marítimo através do Estreito de Ormuz, mediante contato prévio com a autoridade.
Fonte: Portal Portuario

