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Um novo serviço de ferry para atender ao aumento do turismo entre Taiwan e Japão começou nesta quinta-feira, 28 de maio. A ligação é feita a bordo de um navio que poderá ser mobilizado para evacuar a população das ilhas do sul do Japão em caso de um conflito bélico na região.
O Yaimamaru, lançado ao mar em 1997 e registrado sob a bandeira do Panamá, é um dos navios que o Governo japonês incluiu este ano na lista de embarcações destinadas a transportar os residentes insulares para o território continental em caso de crise.
A China, que considera Taiwan, governada democraticamente, como seu próprio território, intensificou sua pressão militar contra Taipé nos últimos cinco anos, o que inclui a realização de jogos de guerra que abrangem áreas próximas às águas japonesas.
Por enquanto, o ferry conectará a cidade portuária de Keelung, no norte de Taiwan, com a ilha japonesa de Ishigaki, situada a leste de Taiwan, no extremo sul das ilhas Ryukyu, transportando turistas de ida e volta uma vez por semana em uma viagem noturna.
"Esta rota regular não é simplesmente infraestrutura de transporte. Serve como uma nova ponte que apoia o turismo, a logística, a atividade econômica, o intercâmbio cultural e a educação", declarou o prefeito de Ishigaki, Yoshitaka Nakayama, no Porto de Keelung.
Os Estados Unidos possuem uma importante base militar em Okinawa, nas ilhas Ryukyu. O Japão tem reforçado suas defesas na área, inclusive em Yonaguni, a ilha japonesa mais próxima de Taiwan.
Tatsuya Ohama, presidente da Shosen Yaima, a empresa que opera o serviço de ferry, recusou-se a responder diretamente às perguntas sobre as tensões regionais.
"Isso é, fundamentalmente, um assunto entre países. Como operador privado de ferries, nosso primeiro passo é colocar o serviço em funcionamento", declarou aos jornalistas.
O Japão governou Taiwan como colônia de 1895 a 1945 e ambos mantêm relações econômicas e comerciais muito estreitas, apesar da falta de laços diplomáticos formais.
A China mostrou-se indignada com o aumento do apoio de Tóquio a Taipé. Em novembro, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmou que um hipotético ataque chinês a Taiwan poderia desencadear uma resposta militar por parte de Tóquio. Isso enfureceu Pequim e provocou uma deterioração das relações.
O Governo de Taiwan rejeita as reivindicações de soberania de Pequim.
Fonte: portalportuario

