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Um porta-contêineres da CMA CGM, construído em 2022, conseguiu deixar o Estreito de Ormuz na manhã de domingo, 28 de junho, conforme informado pela empresa, atualmente consolidada como a terceira maior companhia de navegação do mundo no transporte marítimo de contêineres.
Em detalhe, a multinacional confirmou que o CMA CGM Galapagos, que navega sob bandeira francesa, completou o trânsito pela via sem contratempos.
A travessia ocorreu em um ambiente de tensão, já que dias antes o Ever Lovely da Evergreen foi atingido por um projétil iraniano, um incidente que posteriormente resultou em um segundo ataque, desta vez contra o petroleiro Kiku.
"Esta travessia marca um marco importante em um contexto regional que continua complexo e exige vigilância constante", destacou a CMA CGM em um comunicado, embora tenha se recusado a oferecer mais detalhes sobre as circunstâncias exatas em que o navio deixou o estreito.
Além disso, a companhia de navegação detalhou que ainda mantém 10 navios atrasados no Golfo Pérsico, os quais permanecem na zona desde o início do conflito armado em 28 de fevereiro.
Antes do ataque contra o Ever Lovely, a companhia de navegação Maersk informou que dois de seus navios, o Maersk Baltimore e um navio fretado por tempo, conseguiram cruzar com sucesso o estratégico Estreito de Ormuz e sair da zona do Golfo Pérsico de forma segura.
Por sua vez, a Hapag-Lloyd relatou ter colocado em movimento todos os seus navios que estavam retidos no Golfo Pérsico, conforme informou um porta-voz da companhia em resposta a uma consulta da Reuters.
Cabe mencionar que, após o ataque ao Ever Lovely, o Irã reafirmou seu direito de controlar a navegação no Estreito de Ormuz e advertiu os Estados do Golfo a não se alinharem com os Estados Unidos.
Em retaliação, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que realizou uma série de bombardeios contra posições iranianas na sexta-feira, 26 de junho, devido à agressão perpetrada contra o navio da Evergreen.

