• 2 min de lectura
• 2 min de lectura

Um porta-contentores da CMA CGM que foi atingido por um míssil no Estreito de Ormuz no início de maio, sofreu danos tão graves que o grupo de navegação francês poderá enviá-lo para desmantelamento, segundo o seu diretor executivo.
O ataque ao CMA CGM San Antonio deixou vários membros da tripulação feridos, que foram evacuados. O navio é um dos muitos navios mercantes agredidos durante a guerra do Irão com os Estados Unidos.
"Estava tão danificado que nos perguntámos se deveríamos enviá-lo para desmantelamento", afirmou Rodolphe Saadé, presidente e diretor executivo da CMA CGM.
O responsável da companhia de navegação indicou que, após permanecer encalhado no estreito durante semanas, o porta-contentores foi escoltado para um local seguro.
Saadé acrescentou ainda que o grupo não tenciona, por enquanto, voltar a enviar navios para o Golfo e que era a parte iraniana que atualmente desaconselhava fazê-lo.
O diretor da empresa reiterou a sua oposição às taxas de trânsito pela utilização do Estreito de Ormuz, que se encontram entre os temas não resolvidos nas conversações de paz entre os Estados Unidos e o Irão.
A CMA CGM, a terceira maior companhia de navegação de contentores do mundo, tinha 14 navios no Golfo no início da guerra com o Irão, que praticamente encerrou a via marítima.
Vários navios já abandonaram a zona e, dos restantes, a CMA CGM gostaria que outros quatro saíssem, disse Saadé. Nesse sentido, o diretor executivo indicou que algumas das suas embarcações que ali permanecem estão destinadas a operar dentro do Golfo.

