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O Catar condenou um ataque iraniano contra um navio catari perto do Estreito de Ormuz, instando Teerã a parar imediatamente as ações que ameaçam a segurança marítima e o fornecimento global de energia.
Em um comunicado na rede social americana X, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Majed al-Ansari, afirmou que a agressão contra o navio de transporte de gás natural liquefeito (GNL) Al Rekayyat, de propriedade catari, enquanto transitava perto da estratégica via fluvial, constituía "um ataque inaceitável contra a segurança e proteção da navegação marítima internacional".
Majed al-Ansari destacou que o ataque também ameaçava o fornecimento global de energia e equivalia a "uma grave e explícita violação do direito internacional", em particular das normas que garantem a liberdade de navegação e a passagem segura pelas vias navegáveis internacionais.
"Exigimos que a República Islâmica do Irã cesse imediatamente todas as práticas que minam a segurança regional ou ameaçam a proteção da navegação marítima internacional, e que se abstenha de colocar em perigo os suprimentos energéticos mundiais e os recursos dos países da região em busca de interesses mesquinhos", declarou Ansari.
O porta-voz acrescentou que o Catar responsabiliza o Irã "totalmente a nível legal" pelo ataque e pelos danos e consequências resultantes. Segundo os relatórios, o Al-Rekayyat foi um dos dois navios comerciais atingidos perto do Estreito de Ormuz por mísseis iranianos enquanto transitavam pela via marítima no final da segunda-feira, 6 de junho, o que causou danos significativos, mas não deixou vítimas.
Por sua vez, a emissora estatal de televisão iraniana IRIB, citando fontes não identificadas, afirmou que um petroleiro catari que tentava transitar pela rota omanense através do Estreito de Ormuz com o apoio da Marinha dos Estados Unidos foi atacado após ignorar os repetidos avisos das forças iranianas.
A via marítima é um dos pontos estratégicos de passagem energética mais importantes do mundo, por onde circula uma parte significativa das exportações mundiais de petróleo e GNL dos produtores do Golfo Pérsico.

