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Os rebeldes houthis do Iêmen afirmaram ter disparado mísseis balísticos contra um petroleiro ligado à Arábia Saudita no Mar Vermelho, intensificando assim a aplicação do bloqueio marítimo declarado contra o reino árabe.
O porta-voz militar do grupo ligado ao Irã, Yahya Saree, declarou que a embarcação violou o cerco insurgente, ignorou os avisos por rádio e foi forçada a mudar de rumo.
Por outro lado, a agência de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) informou que o capitão de um navio-tanque relatou uma explosão enquanto transitava pelo sul da mesma zona marítima.
A UKMTO indicou que tanto a tripulação quanto a embarcação estão seguras e que não foram registrados danos ambientais, embora a Reuters não tenha conseguido verificar imediatamente se este alerta está relacionado com o ataque atribuído à milícia.
O grupo iemenita havia anunciado em 20 de julho a imposição deste bloqueio naval em resposta ao que classificou como um cerco saudita contra seu território, uma acusação que Riade desmentiu.
Neste contexto, a coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou ter executado ataques contra posições militares insurgentes na província de Hodeida, argumentando que tais instalações eram utilizadas para ameaçar a navegação comercial.
Posteriormente, os rebeldes atacaram infraestruturas petrolíferas em dois portos da costa do Mar Vermelho, ao que as forças apoiadas por Riade responderam com novos bombardeios, estendendo a um segundo front este conflito que já altera os suprimentos globais de energia.

