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O Ministério dos Transportes e Telecomunicações (MTT) em conjunto com a Empresa de Ferrocarriles del Estado (EFE), Conecta Logística e Agunsa, lideraram o lançamento de um projeto piloto intermodal de transporte de carga. O objetivo é movimentar produtos de consumo em massa de Santiago para a Região do Bio Bio de forma combinada entre ferrovia e caminhões.
O biministro de Obras Públicas e Transportes, Louis de Grange, indicou que "um dos nossos compromissos é transportar as riquezas do país de forma eficiente e segura, com o propósito de melhorar a cadeia logística, garantir o abastecimento em tempo e forma e, claro, impactar positivamente na qualidade de vida das pessoas".
"Combinar o uso do trem e do caminhão para movimentar cargas é totalmente viável, através do trabalho colaborativo público-privado, e esta experiência é uma amostra disso. Esperamos que mais empresas possam se juntar a esta mudança de paradigma e assim possamos continuar fortalecendo iniciativas como esta nos próximos anos", disse o biministro Louis de Grange.
Por meio de um comunicado, o MTT forneceu detalhes do projeto piloto, onde foi indicado que "a iniciativa permitirá mobilizar diferentes tipos de carga, entre bebidas, comestíveis, cimento, entre outros, por meio de uma operação combinada de trem e caminhão, cobrindo um trajeto de mais de 500 quilômetros".
"Os contêineres foram transportados em caminhões elétricos das instalações das empresas até o centro de intercâmbio modal da Agunsa, para depois seguir de trem até Talcahuano, onde serão novamente transferidos para caminhões para completar sua distribuição final", acrescentou o comunicado.
Por sua vez, Mabel Leva, diretora executiva da Conecta Logística (instituição articuladora do projeto), explicou que "a novidade desta experiência é que estamos vendo cargas que hoje não são movimentadas de trem de forma combinada, são cargas de consumo em massa que todos os chilenos têm à vista, como CCU, Concha y Toro e Marcopolo; produtos que geralmente não se associam ao movimento ferroviário".
"Fazer esta experiência é provar que estas cargas de consumo em massa são possíveis de serem transportadas de forma intermodal e tornar a sustentabilidade do nosso país mais sustentável", disse Leva.
Enquanto isso, Jorge Claude, presidente da EFE, destacou o compromisso da estatal de continuar investindo para potencializar a logística do país. Nessa linha, o titular da empresa destacou que "nós estamos fazendo os investimentos para que este tipo de transporte possa ser produzido de forma eficiente, por exemplo, temos que alongar os trens e para isso temos que fazer desvios mais longos, mas estamos dispostos a fazê-lo porque vemos que o país precisa e vai precisar cada dia mais movimentar carga e para isso a ferrovia é muito eficiente. Temos que estar dispostos e preparados para essa demanda que vai chegar".
Finalmente, foi informado que a iniciativa "dá continuidade ao piloto desenvolvido em 2024 entre Santiago e Temuco, onde foram transportados 32 mil litros de bebidas em uma operação ferroviária intermodal que não era realizada há mais de 15 anos, fornecendo aprendizados relevantes para o desenvolvimento de futuros serviços regulares".
Um dos principais resultados esperados desta experiência será a geração de informações técnicas e operacionais que contribuam para o desenvolvimento de futuras soluções intermodais. Para isso, o Centro Avançado de Transporte, Logística e Competitividade Econômica (Catlec) realizará o monitoramento da operação por meio de GPS e telemetria, além de avaliar a redução de emissões associada ao movimento de carga.

