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Hsieh Ching-chin, subchefe da Guarda Costeira de Taiwan, informou que os navios ligados à nação insular devem ignorar qualquer exigência de abordagem e inspeção por parte da Guarda Costeira da China e, se necessário, as embarcações da instituição pública taiwanesa intervirão para evitar que o proposto aconteça.
A China, que considera Taiwan, governada democraticamente, como seu próprio território, enviou navios da Guarda Costeira no mês passado para as águas ao largo da costa leste do país, a 180 km a leste do gigante asiático, para o que denominou uma "operação especial de aplicação da lei de tráfego marítimo", o que enfureceu Taipé.
Pequim afirmou que a operação foi em resposta ao anúncio do Japão e das Filipinas de que iniciariam conversações formais sobre suas fronteiras marítimas, o que a nação do Leste Asiático considerou que envolvia águas chinesas em frente a Taiwan.
Ao responder às perguntas dos legisladores no parlamento, Hsieh Ching-chin salientou que, se ocorresse um "incidente" nessas águas, os navios deveriam notificar a Guarda Costeira taiwanesa e "não responder às chamadas inspeções de abordagem" por parte dos navios chineses.
"Se a situação for urgente, os navios da Guarda Costeira navegarão entre as duas embarcações para separá-las", acrescentou o alto funcionário, referindo-se aos navios ligados a Taiwan.
Hsieh salientou que, se uma solicitação semelhante fosse feita a um navio com bandeira estrangeira dentro de águas taiwanesas, então "com o objetivo de defender nossa soberania nacional e manter a ordem em nossas águas, interviríamos. Em nossas águas, a China não tem jurisdição", acrescentou.
Nem Taiwan nem a China relataram solicitações de abordagem de navios durante a patrulha chinesa do mês passado. No entanto, Taiwan afirmou que os navios da Guarda Costeira da China "assediavam" o transporte marítimo comercial ao pedir-lhes informações sobre seu ponto de origem e destino, ao mesmo tempo em que reivindicavam jurisdição.
Em 2024, pessoal da guarda costeira chinesa abordou brevemente uma embarcação turística taiwanesa perto de algumas ilhas sob controle de Taiwan situadas junto à costa da China.
As patrulhas da China ao largo da costa leste de Taiwan provocaram a preocupação dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e Alemanha.
Taiwan afirma que as patrulhas chinesas do mês passado fazem parte de um padrão mais amplo de assédio que demonstra como Pequim está mudando suas táticas, afastando-se da atividade puramente militar para focar em operações de "zona cinzenta" de caráter quase civil.
Em um relatório escrito dirigido aos legisladores, a Guarda Costeira salientou que a China utiliza agora uma variedade de embarcações, incluindo navios de pesquisa oceanográfica, para realizar operações rotineiras não apenas ao redor de Taiwan, mas também nas ilhas Pratas e Itu Aba, controladas por Taiwan no mar da China Meridional.
Isso "reflete um padrão de assédio na zona cinzenta que é multiponto, multiforme e transregional através de diversas áreas marítimas. Tomaremos todas as medidas necessárias para defender a soberania nacional e a segurança marítima, e para garantir a liberdade e segurança da navegação dos navios", afirmou o documento.

