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A importação de peças e autopeças de veículos, a maioria originada na Ásia, permanece em xeque devido aos bloqueios no corredor rodoviário Buga-Buenaventura. Os cortes de estrada e protestos estão gerando pressão sobre o material disponível e, segundo a Associação do Setor Automotivo e suas Peças (Asopartes), as perdas diárias são estimadas em 92 milhões de dólares para o comércio exterior.
A Zona Portuária de Buenaventura, vale ressaltar, é a porta de entrada entre a Colômbia e a Ásia, sendo seus terminais os que concentram a maior quantidade de importações provenientes do oriente.
Estima-se que os cortes de estrada paralisaram cerca de 57 mil toneladas de carga. Do total diário de impactos econômicos, cerca de 69 milhões de dólares correspondem a produtos importados, enquanto os outros 23 milhões a exportações que, em alguns casos, nem sequer conseguiram se aproximar do porto para embarcar.
Carlos Andrés Pineda Osorio, presidente nacional da Asopartes, afirmou que "o que está acontecendo na estrada para Buenaventura não afeta apenas o comércio exterior. Estamos falando da possibilidade de que milhares de oficinas, distribuidores e empresas do setor automotivo enfrentem dificuldades para acessar peças e insumos essenciais para manter a mobilidade do país. Cada dia de interrupção aumenta a pressão sobre os estoques e os custos logísticos de toda a cadeia".
No momento, as empresas deste setor indicaram que possuem estoque, mas uma prolongação dos bloqueios poderia gerar efeitos adversos e escassez. Diante disso, o setor fez um apelo ao Governo de Gustavo Petro para implementar mecanismos institucionais que visem a salvaguardar os corredores logísticos e infraestruturas críticas da Colômbia.
O setor validou o direito ao protesto cidadão; no entanto, também advertiu que as mobilizações não podem alterar a mobilidade, a produtividade, o emprego formal e a confiança dos investidores. Na mesma linha, a Associação observou que existe a necessidade de diversificar os métodos de transporte e otimizar o uso de rotas alternativas para o comércio exterior.
Fonte: portalportuario

