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Após mais de um ano de conversações, Chile e Filipinas concluíram a negociação para assinar um Acordo de Associação Econômica Abrangente ( CEPA). O anúncio faz parte da estratégia do país sul-americano para aprofundar as relações comerciais com as nações do Sudeste Asiático.
A esse respeito, o Chanceler chileno, Francisco Pérez Mackenna, deu detalhes do acordo, declarando que "contribuirá para o aprofundamento da relação econômico-comercial com o Sudeste Asiático, uma região caracterizada por seu alto dinamismo e surgimento de novas economias emergentes. Além disso, reafirma o compromisso do Chile com uma política comercial aberta e orientada para a diversificação de mercados, fortalecendo sua presença na Ásia e gerando novas oportunidades para o desenvolvimento do comércio exterior".
Além disso, o chanceler acrescentou que o CEPA "responde a mais um passo na estratégia de diversificação da cesta exportadora e dos destinos dos produtos chilenos. As Filipinas são um importante importador de produtos agrícolas e alimentícios, setores nos quais a oferta exportadora chilena tem grande potencial de crescimento".
Em um comunicado, a Chancelaria do Chile aprofundou a importância de aprofundar as relações com o arquipélago asiático, assinalando que "as Filipinas são uma das economias mais dinâmicas do Sudeste Asiático, com mais de 110 milhões de habitantes, uma população jovem e um mercado que cresce a taxas superiores a 4% ao ano, sustentado por uma estratégia de abertura ao mundo, redução do déficit fiscal e atração de investimento estrangeiro impulsionada desde a década de 1980".
"É o sexto maior importador de produtos chilenos dentro da ASEAN, depois de Singapura, Vietnã, Tailândia, Malásia e Indonésia, mercados com os quais o Chile já possui acordos vigentes, bilaterais ou plurilaterais", acrescentou a circular.
Além disso, foi indicado que "com este acordo, o Chile terá tratamento preferencial em mais de 10.467 linhas tarifárias para exportar para as Filipinas. O acesso preferencial se estende a aproximadamente 90% do valor das exportações atuais para esse mercado. Por sua vez, as Filipinas terão preferências em cerca de 8.632 linhas tarifárias, entre as quais se incluem 99% do valor das importações do Chile desse mercado", finalizou a circular.

