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O Serviço Nacional de Alfândega conseguiu detectar e reter uma importante carga de produtos falsificados no Porto de Iquique, graças a procedimentos de análise de risco e inteligência aplicados sobre os dados do comércio exterior.

A operação foi executada pelas equipes da Alfândega Regional de Iquique após identificar um contêiner que exigia revisão exaustiva. Por meio de tecnologia não intrusiva de escaneamento, foram detectadas mercadorias não declaradas. A abertura posterior do contêiner revelou o alcance real do contrabando.
Os fiscalizadores encontraram um total de 9.972 pares de tênis que imitavam modelos das marcas Louis Vuitton, Gucci, Giuseppi Zanotti, New Balance, Dolce & Gabbana, Burberry, Lacoste, Versace, Moschino, Nike, Coach e OC. Além disso, foram apreendidas 30 bolsas Louis Vuitton e Burberry, e 60 bonés Gucci.
O importador havia declarado a carga unicamente como "calçado esportivo sem marcas", ocultando a verdadeira natureza da carga. O contrabando, procedente da Ásia com destino a uma importadora da Zona Franca de Iquique, foi avaliado em mais de USD 296.000. Todos os produtos foram apreendidos.
O subsecretário da Fazenda, Juan Pablo Rodríguez, enfatizou a importância de manter as capacidades de fiscalização estatal: "é fundamental continuar reforçando as capacidades de controle e fiscalização dos organismos do Estado, de modo que procedimentos bem-sucedidos como este continuem dando resultados concretos na luta contra o crime organizado e o tráfico ilícito".
Rodríguez também esclareceu que os ajustes orçamentários não afetarão o trabalho das instituições de controle fronteiriço: "Os organismos que cumprem funções essenciais no combate à delinquência e ao crime organizado contarão com os recursos necessários para desenvolver seu trabalho. Como Governo, estamos trabalhando para fortalecer essas capacidades e continuar apoiando o trabalho que realizam diariamente em benefício da segurança do país".

Por sua vez, a diretora nacional da Alfândega, Alejandra Arriaza, explicou o processo de detecção: "este procedimento é resultado do trabalho permanente de análise de risco e inteligência que o Serviço Nacional de Alfândega desenvolve nos distintos pontos de controle do país. A partir desses processos, foi identificada uma operação que exigia uma revisão mais exaustiva e, mediante o uso de tecnologia não intrusiva, o contêiner foi escaneado, detectando-se mercadorias não declaradas e uma importante quantidade de produtos que violavam direitos de propriedade intelectual e industrial".
Arriaza acrescentou que "este tipo de achado demonstra a capacidade de nossas equipes fiscalizadoras para identificar operações irregulares e proteger tanto os consumidores quanto o comércio legítimo. Como Serviço Nacional de Alfândega, cumprimos um papel fundamental na segurança e no desenvolvimento do país, resguardando as fronteiras, combatendo o comércio ilícito e contribuindo para que as atividades econômicas se desenvolvam sob regras justas e em cumprimento da normativa vigente".
Fonte: portalportuario

