• 3 min de lectura
• 3 min de lectura

A Empresa Portuária de San Antonio (EPSA) confirmou que no decorrer de 2026 estará definida a estratégia de financiamento do projeto Porto Exterior. Por enquanto, a estatal ratificou a aquisição de um crédito de USD 50 milhões com o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF), valor que permitirá iniciar as obras habilitadoras do molhe de abrigo.
É importante lembrar que a iniciativa tem um investimento total previsto de USD 4.450 milhões, dos quais USD 2.500 milhões serão aportados pelo setor privado, enquanto os USD 1.950 milhões restantes serão de financiamento estatal.
Com o crédito, recentemente anunciado, são USD 1.900 milhões que ainda se desconhece sob que tipo de fórmula serão investidos pelo Estado.
Após a cerimônia de assinatura do crédito entre EPSA e CAF, o PortalPortuario conversou com Sergio Merino, presidente do conselho de administração da estatal sanantonina, que abordou os desafios de financiamento que a iniciativa apresenta, além de estabelecer prazos para conhecer a estrutura definitiva com a qual o projeto será custeado.
Questionado sobre qual será a modalidade em que o investimento será executado, Merino não deu detalhes, porém, explicou "um dos desafios que esta administração tem é o financiamento das obras do Porto Exterior. Temos um crédito de 50 milhões de dólares, isso somente nos permite financiar as obras habilitadoras".
Além disso, o presidente do conselho de administração assegurou que, por enquanto, ainda estão estudando a maneira mais conveniente de financiar este projeto.
"Estamos trabalhando com o governo e com diferentes pessoas para estruturar um financiamento para o molhe porque precisamos de quase 2 bilhões de dólares. Diante da pergunta se isso está fechado, não, não está fechado", afirmou.
Em relação ao processo, Merino foi claro ao assinalar que "nisto há duas instâncias, em primeiro lugar quando devo ter o financiamento fechado e quando tenho que dispor dos fundos. Obviamente, não faz muito sentido dispor dos recursos para desembolsos que terei que fazer em três, quatro, cinco ou seis anos mais".
"Depois, temos que saber se vamos fazer isso com um financiamento fechado para todo o período ou se vamos financiando aos poucos. Isso é algo que hoje está em estudo, está em pauta, não há uma decisão definitiva quanto à estrutura de financiamento", acrescentou o timoneiro do conselho de administração da EPSA.
Com relação aos prazos, Merino sustentou que "provavelmente, no decorrer deste ano devemos ter clareza a respeito de qual será a estratégia de financiamento que vamos seguir".
A título de detalhe e de forma institucional, a EPSA informou sobre o mecanismo que estão considerando para completar o investimento. "A Empresa Portuária San Antonio está avaliando distintas alternativas de financiamento, incluindo endividamento, financiamento multilateral, emissão de bônus e outras fórmulas complementares que permitam estruturar um esquema robusto e sustentável no longo prazo. As definições sobre este tema serão comunicadas quando forem adotadas", pontuou.
Segundo o informado pela CAF, o empréstimo recentemente anunciado se ajusta às necessidades orçamentárias da EPSA para o período 2026-2027 e que - posteriormente - o crédito poderia ser ampliado até atingir um teto de USD 150 milhões em uma primeira instância.
Fonte: Portal Portuario

