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A Confederação Nacional de Trabalhadores Portuários do Chile (Conatraport) negou as acusações feitas pelo subsecretário do Interior, Máximo Pavez, que afirmou que membros do grupo teriam agredido funcionários do ministério ao tentar entregar a documentação para a solicitação de 80 pensões de graça. Além disso, sindicalistas anunciaram que entrarão com um requerimento na Controladoria para esclarecer os fatos.
Por meio de um comunicado, a Conatraport se referiu à carta assinada por Pavez, onde a situação anteriormente mencionada é exposta. A confederação indicou que "são formuladas afirmações que consideramos falsas, injuriosas e gravemente lesivas à honra de nossa organização e de seus dirigentes".
"Nesse documento, pretende-se justificar a recusa da Subsecretaria do Interior em receber as candidaturas correspondentes aos nossos sindicatos representados no Acordo de Pensões de Graça 2023-2026 da então União Portuária, acordo do qual dois de nossos atuais Coordenadores Nacionais foram garantes e signatários", foi indicado na missiva.
Em relação às supostas agressões recebidas por funcionários do Ministério do Interior, a Conatraport assegurou que "essa afirmação é completamente falsa. Nosso ingresso foi autorizado pelo pessoal de guarda encarregado do acesso ao edifício, fato que pode ser comprovado. Além disso, o pessoal foi informado de que, se não pudessem receber nossas pastas de candidatura, apenas carimbassem o documento de apresentação como rejeitado, o que não foi necessário ao aceitarem receber as candidaturas. Da mesma forma, afirma-se que nossa conduta teria intimidado o pessoal da repartição, situação que também não corresponde à realidade".
"É especialmente grave que uma autoridade da República atribua à nossa organização condutas ilegais sem qualquer fundamento. Tais imputações afetam diretamente nossa honra institucional, a de nossos dirigentes e também a daqueles que participaram legitimamente dessa gestão", acrescentou na circular.
Além disso, no comunicado foi destacado que "ainda mais preocupante é que a mesma carta textualmente afirma que "o Governo, de forma clara e respeitosa, comunica que, no contexto do Acordo de Pensões vigente com dirigentes portuários, a recepção não é possível", sem expressar qualquer fundamento jurídico que respalde essa decisão".
Em relação às medidas que serão tomadas pela associação, foi adiantado que "decidimos iniciar as ações legais cabíveis para resguardar nossa honra e a daqueles que foram injustamente envolvidos nesses fatos. Da mesma forma, apresentaremos os antecedentes à Controladoria Geral da República para que investigue e determine a veracidade das imputações feitas pelo Subsecretário do Interior".
Finalmente, foi acrescentado que "igualmente, solicitaremos a instauração de um processo administrativo destinado a esclarecer como um documento de caráter interno acabou sendo remetido a outra organização e posteriormente divulgado publicamente, sem que nossa Confederação tivesse sido previamente notificada, nem existisse uma solicitação formulada por meio dos procedimentos estabelecidos pela Lei de Transparência", concluiu o comunicado.

