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Equipes de resgate recuperaram 11 corpos adicionais da balsa Aung Soe Moe Kyaw, elevando o número confirmado de mortos para 51 depois que a embarcação virou no rio Chindwin, na região de Sagaing, em Mianmar. As operações de salvamento continuaram enquanto guindastes e equipamentos de elevação pesados trabalhavam para içar a balsa de 40 toneladas, permitindo que os socorristas buscassem em seus compartimentos internos. Até a noite de quarta-feira, 5 das 11 salas da embarcação haviam sido examinadas, enquanto cerca de 70 pessoas ainda estavam desaparecidas.
A balsa afundou no sábado, 1º de agosto, enquanto transportava cerca de 300 passageiros, muitos dos quais eram estudantes universitários, professores e funcionários públicos que viajavam para casa para um festival budista. As descobertas preliminares indicaram que a embarcação pode ter atingido uma rocha ao se aproximar de uma vila, embora as autoridades continuem a investigar as circunstâncias que cercam o acidente.
Autoridades regionais relataram que a operação de salvamento foi dificultada pela condição dos destroços e pelos restos mortais descobertos dentro da embarcação. O esforço de recuperação se intensificou depois que a seção da popa foi içada, levando à descoberta de vítimas adicionais.
A polícia afirmou que 154 pessoas foram resgatadas, mas o número de passageiros a bordo é considerado significativamente superior à capacidade autorizada da balsa. A mídia local informou que a embarcação havia partido de Homalin com destino a Monywa, transportando passageiros e carga além de seus limites pretendidos. Quatro membros da tripulação foram detidos como parte da investigação depois que as autoridades alegaram que a balsa estava sobrecarregada com passageiros e carga.
Acidentes com balsas continuam sendo um desafio recorrente em Mianmar, onde o transporte fluvial serve como um meio vital de viagem pelas extensas vias navegáveis interiores do país. Espera-se que os investigadores continuem examinando as causas do acidente enquanto as operações de recuperação prosseguem.

