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A Argentina decidiu bloquear a chegada de três navios mercantes provenientes de África devido ao surto de ébola que se regista nessa região, com epicentro na República Democrática do Congo, local onde – além disso – ocorre uma guerra entre o Governo, grupos rebeldes e milícias locais.
O impedimento à passagem destas naves partiu da Secretaria de Inteligência do Estado (Side) da Argentina, restringindo navios que transitam sob as bandeiras da Grécia e Libéria. Estes navios e o seu porto de destino não foram identificados pelas autoridades do país sul-americano.
"A Secretaria de Inteligência do Estado (Side) informa que, perante o surto de Ébola em África, e no âmbito do trabalho coordenado com organismos que integram a Comunidade de Inteligência Nacional e o Ministério da Saúde, foram detetadas embarcações provenientes de zonas de risco com destino à Argentina. A identificação destes movimentos, a partir de informação recolhida pela SIDE, permitiu adotar de forma oportuna as medidas preventivas necessárias para salvaguardar a saúde da população", indicou a entidade em comunicado.
"Graças ao processo de transformação e profissionalização do Sistema de Inteligência Nacional, foram ativados precocemente os alertas e protocolos correspondentes, permitindo antecipar e evitar potenciais riscos para a saúde pública", acrescentou.
O surto encontra-se numa fase de rápida expansão, tratando-se da estirpe Bundibuyo que se está a propagar com rapidez no leste do território, especialmente em Ituri, Kivu do Norte e Kivu do Sul.
Até agora, há mais de 1.000 casos confirmados e 223 mortes em 11 dias desde o início do surto que já se expande também para o Uganda e Sudão do Sul. A crise sanitária agrava-se pela impossibilidade de chegar à zona devido aos conflitos bélicos e aos ataques aos centros médicos, assim como também pela falta de vacinas para a estirpe.
Fonte: portalportuario

