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Os projetos de renovação dos canais fluviais de São Francisco e Parnaíba têm como objetivo revitalizar e aumentar a competitividade do desenvolvimento logístico da zona nordeste do Brasil.
No site do Ministério de Portos e Aeroportos foram entregues detalhes de ambas as iniciativas. Em primeiro lugar, sobre São Francisco, foi informado que "o projeto da via fluvial do rio São Francisco prevê a reativação da navegação comercial ao longo de 1.371 quilômetros navegáveis, entre Pirapora (MG) e Juazeiro (BA)/Petrolina (PE). Sob a coordenação da Autoridade Portuária do Estado da Bahia (Codeba), espera-se mobilizar até 5 milhões de toneladas de carga durante o primeiro ano de operação".
Além disso, foi comunicado que "os estudos de modelagem econômica em curso contam com a participação da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq) e da Marinha do Brasil. A iniciativa busca consolidar um modelo de transporte mais eficiente e ambientalmente sustentável. Um único comboio fluvial, por exemplo, pode equivaler a até 163 caminhões em rodovia, com o potencial de reduzir custos, emissões e congestionamento".
"O projeto também prevê a integração da via fluvial com as redes ferroviárias, rodoviárias e portuárias, conectando-a com a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e o Porto de Aratu (BA), aumentando a eficiência logística para o fluxo de insumos agrícolas, grãos, minerais, gesso, calcário, bebidas e sal", foi acrescentado na publicação.
A esse respeito, Otto Luiz Burlier, secretário nacional de vias navegáveis e navegação do Ministério de Portos e Aeroportos, assegurou que "o novo canal de São Francisco representa um avanço para a logística nacional, já que promove um transporte mais limpo, eficiente e competitivo, além de ampliar o movimento de mercadorias entre os estados do nordeste".
Em segundo lugar, sobre a via fluvial de Parnaíba, foi comunicado que "com uma extensão de 1.344 quilômetros, abrange os rios Parnaíba e Balsas, atravessando os estados do Maranhão, Piauí e Ceará, e atendendo a 54 municípios. Esta via fluvial integra corredores logísticos estratégicos e possui um grande potencial para o transporte da produção agrícola do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), uma das principais fronteiras agrícolas do país".
Também, foi assinalado que "em maio de 2025, o Governo Federal delegou a gestão do canal ao estado do Piauí, a primeira transferência desse tipo na história do Brasil. Essa medida permitirá restaurar a navegabilidade do rio e modernizar sua infraestrutura fluvial, sob a coordenação da empresa Porto Piauí".
"Segundo os estudos e trabalhos preparatórios atuais, quando a via fluvial estiver em pleno funcionamento, permitirá a navegação de embarcações com capacidade para transportar até 2.100 toneladas de grãos por viagem, o equivalente a cerca de 50 caminhões com reboque duplo", foi adicionado na missiva.
Finalmente, foi adiantado que "em um prazo de três anos desde o início das operações, a via fluvial transportará entre quatro e cinco milhões de toneladas de grãos por ano. Além de reduzir a dependência do transporte rodoviário, o projeto fortalecerá a integração logística com o Porto de Piauí, gerando empregos, atraindo investimentos e aumentando a competitividade da produção regional", encerrou o comunicado.

