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A Tandanor, um estaleiro argentino localizado na Dársena Sur do Porto de Buenos Aires, concluiu os trabalhos de reparo do navio-tanque químico de bandeira panamenha Ginga Bobcat, que esteve envolvido em dois acidentes separados na hidrovia Paraná-Paraguai.
Durante o processo, a caldeiraria realizou a renovação de chapas do casco e da estrutura interna no castelo de proa e no bulbo de proa. Além disso, trabalhou-se na renovação da estrutura interna na popa, no setor da academia e no espaço vazio da casa de máquinas do leme.
Adicionalmente, foi realizado o reparo da âncora de bombordo, incluindo o endireitamento da haste da âncora e a renovação dos bujões do pino transversal. Da mesma forma, foi realizado o corte e a renovação da seção amassada do escovém da âncora. A área de carenagem realizou o tratamento superficial das áreas intervencionadas pela caldeiraria no castelo, no bulbo e na seção de popa.
O setor de habitabilidade realizou a reposição do isolamento térmico na academia de popa, onde havia sido previamente removido para permitir o reparo do casco, completando assim a recuperação integral da área intervencionada.
Finalmente, o controle de qualidade realizou ensaios não destrutivos por líquidos penetrantes e ultrassons nas soldas, conforme os requisitos da sociedade de classificação NKK.
O primeiro episódio ocorreu no início de maio, quando a embarcação colidiu com o petroleiro Helios em frente à localidade de Campana. O fato acendeu os alarmes do setor marítimo e portuário devido ao intenso movimento desse trecho e ao fato de o Ginga Bobcat transportar cerca de 10.300 toneladas de ácido sulfúrico.
A situação do navio complicou-se apenas 12 dias após esse primeiro choque. Enquanto estava ancorado em frente a Rosário, o Ginga Bobcat voltou a ser o centro de um incidente no rio Paraná ao receber o impacto de um comboio que era rebocado pelo HB Perseus.

